Captação e Tráfego

Quanto as avaliações online pesam na escolha de um dentista? Quais são os números?

As avaliações online pesam antes do primeiro contato: na BrightLocal 2026 (1.002 consumidores dos EUA), 97% leem avaliações de negócios locais e 68% só usam quem tem quatro estrelas ou mais. Veja os números de saúde e odontologia (Alemanha, EUA, Áustria, Romênia), do que o paciente reclama, o que ele espera da sua resposta, o que o Google proíbe e onde isso entra no seu funil.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 26 de setembro de 2026 · 17 min de leitura
TL;DR

Pesam muito, e antes do primeiro contato: na pesquisa BrightLocal 2026 com 1.002 consumidores dos EUA, 97% leem avaliações de negócios locais e 68% só usam quem tem quatro estrelas ou mais. Não há pesquisa pública brasileira específica de odontologia.

Pontos-chave
  • A régua subiu. Na Local Consumer Review Survey 2026 da BrightLocal (painel representativo de 1.002 consumidores adultos dos EUA, via SurveyMonkey), 97% leem avaliações de negócios locais, 68% só usam um negócio com quatro estrelas ou mais (eram 55% em 2025) e 31% só usam quem tem 4,5 estrelas ou mais (eram 17% no ano anterior).
  • Em saúde, a nota muda a escolha. Num estudo alemão publicado no Journal of Medical Internet Research (painel online de janeiro de 2013, 1.505 entrevistados), entre os 381 que já tinham usado um site de avaliação de médicos, cerca de 65% (65,35%) procuraram um médico específico por causa das notas e 52,23% deixaram de procurar algum médico por causa delas.
  • O corte acontece antes do WhatsApp. Num levantamento da BrightLocal com 1.227 consumidores dos EUA, avaliações negativas lideram os motivos para não contatar um negócio (33%). Depois do contato, a decisão é rápida: segundo dados internos da Odonto Results (2026), entre os leads que agendam, metade fecha em até 34 minutos e 53,6% em menos de 1 hora. Base: 3.148 agendamentos. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Faz parte do guia: Como atrair pacientes para clínica odontológica?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. Os números em uma tabela
  4. 1. Quantos pacientes leem avaliações antes de escolher?
  5. 2. A nota em estrelas virou filtro de corte (e a régua subiu)
  6. 3. Quantas avaliações a clínica precisa ter?
  7. 4. Avaliação velha conta menos que avaliação recente
  8. 5. Avaliação negativa pesa mais do que a positiva?
  9. 6. O que os estudos de saúde e odontologia mostram
  10. 7. Contraponto: onde a indicação ainda manda
  11. 8. Do que o paciente reclama quando dá 1 ou 2 estrelas
  12. 9. O que o paciente espera da sua resposta
  13. 10. Onde o paciente lê as avaliações (e o papel da IA)
  14. 11. Avaliação também mexe no ranking local do Google
  15. 12. Pedir avaliação funciona (e a ADA recomenda)
  16. 13. O que o Google proíbe na hora de pedir avaliação
  17. 14. Onde a avaliação entra no seu funil (e por que o CRC não vê)
  18. 15. E no Brasil? O que ainda não se sabe (e como medir na sua clínica)
  19. Seu próximo passo
  20. Perguntas frequentes

"Quanto as avaliações online pesam na escolha de um dentista? Quais são os números?"

Você mede custo por lead, taxa de agendamento e comparecimento. Mas existe um filtro que roda antes de tudo isso e não aparece em relatório nenhum.

É o paciente abrindo o seu perfil no Google, olhando a nota, contando as avaliações e decidindo se manda ou não a primeira mensagem.

A resposta curta: as avaliações pesam muito, e o peso cai antes do contato. Na Local Consumer Review Survey 2026 da BrightLocal (painel representativo de 1.002 consumidores adultos dos EUA, via SurveyMonkey), 97% dos consumidores leem avaliações de negócios locais e 68% só usam um negócio com quatro estrelas ou mais.

Em saúde, o efeito também aparece. Num estudo alemão publicado no Journal of Medical Internet Research (painel online de janeiro de 2013, 1.505 entrevistados), cerca de 65% (65,35%) dos que já usavam sites de avaliação procuraram um médico específico por causa das notas.

Um aviso antes de seguir: não localizamos pesquisa pública brasileira específica de odontologia sobre o peso das avaliações. Por isso, cada número abaixo vem com país, ano e amostra. Use como direção, não como retrato do seu bairro.

Neste guia você vai ver:

  • Quantos pacientes leem avaliações e qual nota virou linha de corte
  • Quantas avaliações, e de quando, o paciente espera encontrar
  • O que os estudos de saúde e odontologia mostram, e onde a indicação ainda manda
  • Do que o paciente reclama quando dá 1 ou 2 estrelas, e o que ele espera da sua resposta
  • Onde a avaliação entra no seu funil, como pedir sem violar a política do Google e o que medir

Os números em uma tabela

Antes do detalhe, o resumo. Cada linha traz o escopo da fonte, porque um dado dos EUA sobre negócios locais em geral não é a mesma coisa que um estudo de dentistas.

O que foi medido Número Fonte e escopo
Leem avaliações de negócios locais 97% BrightLocal 2026, 1.002 adultos dos EUA
"Sempre" leem avaliações ao procurar um negócio 41% (eram 29% no ano anterior) BrightLocal 2026
Se importam com a nota em estrelas 92% BrightLocal 2026
Só usam negócio com quatro estrelas ou mais 68% (eram 55% em 2025) BrightLocal 2026
Só usam negócio com 4,5 estrelas ou mais 31% (eram 17% no ano anterior) BrightLocal 2026
Não usam negócio com menos de 20 avaliações 47% BrightLocal 2026
Procuram avaliações escritas nos últimos três meses 74% BrightLocal 2026
Deixaram de contatar um negócio por avaliações negativas 33% (motivo mais citado) BrightLocal, 1.227 consumidores dos EUA
Usuários de site de avaliação que procuraram um médico pelas notas cerca de 65% (65,35%) Alemanha, JMIR 2013, 381 usuários
Dentistas da Alemanha avaliados no Jameda em 2012 e 2013 44,57% Alemanha, JMIR 2015
Nota média dos dentistas avaliados no HealthGrades em torno de 4,6 (4,58 mulheres, 4,57 homens) EUA, JMIR 2020, 204.751 dentistas
Esperam que o dono responda às avaliações 89% BrightLocal 2026

1. Quantos pacientes leem avaliações antes de escolher?

Quase todos. Na Local Consumer Review Survey 2026 da BrightLocal, publicada em fevereiro de 2026, 97% dos consumidores leem avaliações de negócios locais.

O dado que mais importa é a intensidade: 41% dizem que "sempre" leem avaliações ao procurar um negócio, um salto frente aos 29% do ano anterior.

Repare no escopo. É uma pesquisa com 1.002 consumidores adultos dos EUA sobre negócios locais em geral, não só odontologia. Os estudos específicos de saúde estão mais abaixo.

O que isso significa na prática?

Seu anúncio pode estar perfeito. Se o paciente clica, abre o perfil e encontra poucas avaliações, avaliações velhas ou nota baixa, ele volta para a busca. E você não tem registro nenhum dessa perda.

2. A nota em estrelas virou filtro de corte (e a régua subiu)

Na mesma pesquisa da BrightLocal, 92% dos consumidores se importam com a nota em estrelas ao escolher um negócio.

E a régua ficou mais exigente de um ano para o outro:

  • 68% só usam um negócio com quatro estrelas ou mais (eram 55% em 2025).
  • 31% só usam um negócio com 4,5 estrelas ou mais (eram 17% no ano anterior).

Em odontologia, a disputa acontece numa faixa ainda mais estreita. Um estudo publicado no JMIR em 2020 analisou as avaliações de 204.751 dentistas no HealthGrades, nos EUA. Entre os dentistas avaliados, a nota média ficou em torno de 4,6: 4,58 entre dentistas mulheres e 4,57 entre homens.

Pensa assim:

Exemplo: uma clínica com 4,2 estrelas parece bem avaliada no papel. Num setor em que a média americana fica perto de 4,6, ela está abaixo da média e fora da régua dos 31% que só aceitam 4,5 ou mais.

Não há dado público que confirme se a média brasileira segue a americana. Mas o paciente não compara a sua nota com uma média nacional. Compara com a clínica que aparece ao lado no mapa.

Lembre: na nota em estrelas, o que conta não é ser "bem avaliado". É estar acima da régua que o paciente usa para cortar a lista.

3. Quantas avaliações a clínica precisa ter?

Volume é o segundo filtro. Na BrightLocal 2026, 47% dos consumidores não usam um negócio com menos de 20 avaliações.

Em odontologia, existe evidência experimental do mesmo efeito. Pesquisadores da Universidade de Klagenfurt, na Áustria, fizeram um experimento randomizado publicado no JMIR em 2015: 168 participantes receberam um cenário de busca de dentista, com avaliações manipuladas de um dentista fictício.

O resultado: um número maior de avaliações gerou uma atitude mais positiva em relação ao profissional avaliado.

O mesmo estudo achou um detalhe que vale ouro para clínica com perfil novo:

  • Com poucas avaliações, as de tom factual geraram atitude mais favorável e foram vistas como mais críveis do que as emocionais.
  • Com muitas avaliações, o estilo do texto deixou de fazer diferença.

O que isso significa para você?

Enquanto a clínica tem pouca avaliação, cada uma pesa mais, e a que descreve o que aconteceu vale mais do que um "amei, super indico". Você não pode ditar o conteúdo (o Google proíbe, como você vai ver mais abaixo). Pode entregar uma experiência concreta, com explicação do plano e acompanhamento, que o paciente tenha o que contar.

4. Avaliação velha conta menos que avaliação recente

Recência é o terceiro filtro, e o mais fácil de esquecer. Na BrightLocal 2026, 74% dos consumidores procuram avaliações escritas nos últimos três meses.

E avaliação velha não é neutra. Num levantamento da BrightLocal publicado em 2026, com 1.227 consumidores dos EUA que tinham buscado um negócio local nos três meses anteriores, "avaliações desatualizadas" aparecem entre os motivos para não contatar um negócio, citadas por 21%.

Exemplo: uma clínica com 150 avaliações, mas a última de oito meses atrás, passa a impressão de perfil parado. Outra com 40 avaliações, várias do último mês, parece viva.

Por isso, pedir avaliação é processo contínuo, não campanha de uma vez só.

5. Avaliação negativa pesa mais do que a positiva?

As duas pesam, em direções opostas. Na BrightLocal 2026:

  • 85% dizem que avaliações positivas os deixam mais propensos a usar um negócio.
  • 77% dizem que avaliações negativas os deixam menos propensos a escolher um negócio.

Na hora de riscar um nome da lista, a negativa lidera. No levantamento da BrightLocal com 1.227 consumidores dos EUA, avaliações negativas foram o motivo mais citado para não entrar em contato com um negócio (33%), no topo da lista de sinais de alerta.

Mas tem um detalhe:

A pergunta não é se a sua clínica vai ter avaliação negativa. Em algum momento vai. A pergunta é do que ela reclama, quantas positivas recentes existem ao redor dela e como você responde. As seções 8 e 9 cobrem as duas coisas.

6. O que os estudos de saúde e odontologia mostram

A BrightLocal mede negócios locais em geral. Para saúde, as evidências publicadas mais diretas vêm da Alemanha.

Alemanha: a nota muda a escolha do médico (e faz desistir)

Um estudo publicado no Journal of Medical Internet Research em 2013 consultou um painel online em janeiro de 2013, com 1.505 entrevistados. Desses, 381 já tinham usado um site de avaliação de médicos ao procurar um profissional.

Entre esses 381 usuários:

  • cerca de 65% (65,35%) procuraram um médico específico por causa das notas exibidas no site;
  • 52,23% deixaram de procurar um médico específico por causa das notas publicadas.

A avaliação funciona como porta de entrada e como porta de saída. Note o escopo: é médico em geral, não dentista, e o percentual vale para quem usa sites de avaliação, não para toda a população.

Alemanha: avaliar dentista na internet já era comum há mais de uma década

Outro estudo do mesmo grupo, publicado no JMIR em 2015, analisou todas as avaliações de dentistas no Jameda, um site alemão de avaliação de médicos, em 2012 e 2013.

No período, 44,57% de todos os dentistas da Alemanha foram avaliados no site.

Ou seja: a avaliação pública de dentistas não é moda recente. O que mudou foi onde ela aparece. Hoje ela está no mapa, no resultado de busca e no resumo que a IA escreve (seção 10).

7. Contraponto: onde a indicação ainda manda

Honestidade importa aqui. Nem todo estudo mostra a avaliação online dominando a escolha.

Romênia. Num questionário publicado no Journal of Medicine and Life em 2019, com 117 pacientes adultos de clínicas privadas de Bucareste, 99,1% souberam do dentista por indicação de família ou amigos. Só 20,5% também buscaram avaliações online.

Inglaterra. Num estudo publicado no JMIR em 2018, com amostra representativa de 844 pessoas entrevistadas presencialmente, só 0,4% já tinham usado um site de avaliação de médicos para dar feedback sobre o médico de família (GP). Atenção ao escopo: mede quem deixa avaliação sobre o médico de família, não quem lê para escolher.

Arábia Saudita. Num questionário online publicado em 2021, com 5.317 participantes, 83% preferiam um dentista conhecido. A preferência por dentista com conta em rede social ficou bem abaixo disso, sem chegar à metade dos participantes.

A própria BrightLocal registra, no levantamento com 1.227 consumidores, que em negócios de saúde a proximidade pesa mais do que a média na etapa de pesquisa.

Como ler esses dados junto com os anteriores?

Indicação e avaliação não competem. As duas são a mesma reputação, uma dita em voz alta e outra escrita na internet. E existe uma inferência razoável para quem investe em tráfego pago: o paciente que chega pelo anúncio, sem indicação de ninguém, tem pouca coisa além das avaliações para decidir se confia em você.

8. Do que o paciente reclama quando dá 1 ou 2 estrelas

Saber o conteúdo da avaliação negativa é mais útil do que saber a nota. Um estudo publicado no American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics em 2020 analisou 956 avaliações negativas (1 ou 2 estrelas) no Google e no Yelp de ortodontistas da América do Norte, sorteados entre os membros da American Association of Orthodontists.

É assim que fica:

Categoria de reclamação Presente em
Qualidade do atendimento ou do serviço 53,2% das avaliações negativas
Relação interpessoal 52,0%
Dinheiro ou questões financeiras 46,9%

A soma passa de 100% porque uma avaliação pode trazer mais de uma queixa.

A reclamação específica mais frequente? Grosseria ou falta de educação, em 23,5% das avaliações negativas.

O que isso significa na prática?

Boa parte do que derruba a nota não é o procedimento clínico. É a relação com as pessoas e com o dinheiro: a recepção, o CRC, a apresentação do orçamento, a cobrança. Tudo isso é processo, e processo você controla.

O mesmo estudo observou que ortodontistas que respondiam às avaliações negativas tinham nota média significativamente melhor. Os autores alertam que a associação não prova causa, mas ela aponta para a próxima seção.

9. O que o paciente espera da sua resposta

Responder não é gentileza. É parte do que o próximo paciente lê. Na BrightLocal 2026:

  • 89% esperam que o dono do negócio responda às avaliações.
  • 80% dizem que provavelmente usariam um negócio que responde a todas as avaliações.
  • 42% dizem que dificilmente usariam um negócio que nunca responde.
  • Respostas genéricas ou de modelo afastam 50% dos consumidores.

E o prazo encurtou:

Quando o consumidor espera a resposta Consumidores
No mesmo dia em que publica 19%
Até o dia seguinte 32%
Em até uma semana 81%

Resposta de modelo copiada em todas as avaliações não resolve: na mesma pesquisa, resposta genérica ou de modelo deixa metade dos consumidores pouco propensa a escolher o negócio. A resposta precisa citar o que o paciente escreveu, sem expor dado clínico dele.

Leia também: Como responder a uma avaliação negativa da clínica odontológica no Google.

10. Onde o paciente lê as avaliações (e o papel da IA)

O Google continua sendo a principal vitrine, mas perdeu espaço. Na BrightLocal 2026:

  • A fatia do Google como fonte de avaliações caiu de 83% em 2025 para 71%.
  • O consumidor médio usa seis sites de avaliação diferentes ao escolher um negócio.
  • O uso do ChatGPT e de outras ferramentas de IA generativa para recomendação de negócios locais saltou de 6% no ano anterior para 45%.
  • 82% dos consumidores leem resumos de avaliações gerados por IA.

Repare no que isso muda.

Quando uma IA resume as suas avaliações, ela lê o texto, não só as estrelas. Se "atendimento grosseiro na recepção" aparece em várias avaliações, esse tema tende a entrar no resumo. A nota média pode estar boa e o resumo, não.

11. Avaliação também mexe no ranking local do Google

As avaliações trabalham duas vezes: na decisão do paciente e em quem aparece no mapa.

A Ajuda do Perfil da Empresa do Google diz que o ranking local considera três fatores: relevância, distância e destaque (proeminência). Sobre avaliações, o texto é direto: mais avaliações e classificações positivas podem ajudar na classificação local da sua empresa.

O Google também explica que o destaque se baseia em informações como quantos sites apontam para a empresa e quantas avaliações ela tem. E acrescenta que responder às avaliações mostra que você valoriza o feedback do cliente.

Tradução para o dono: volume e nota não só convencem quem já achou você. Ajudam você a ser achado.

12. Pedir avaliação funciona (e a ADA recomenda)

A maioria das pessoas avalia quando alguém pede. Na BrightLocal 2026, 83% das pessoas que receberam um pedido de avaliação deixaram uma.

A American Dental Association vai na mesma linha. No guia de pesquisas de satisfação, a ADA sugere considerar convidar pacientes satisfeitos a dar feedback pós-tratamento nas redes sociais, no fim da pesquisa de satisfação ou pela equipe da recepção. E afirma que avaliações online positivas são a versão atual da propaganda boca a boca e podem atrair novos pacientes.

Mas tem um detalhe importante, e ele está na próxima seção.

Leia também: Quais as melhores formas de pedir avaliação no Google para os pacientes.

13. O que o Google proíbe na hora de pedir avaliação

A política de conteúdo gerado por usuários do Google Maps é explícita. O estabelecimento não pode:

  1. Oferecer incentivo em troca de avaliação, como pagamento, descontos, produtos ou serviços grátis.
  2. Desencorajar ou proibir avaliações negativas, nem solicitar de forma seletiva avaliações positivas dos clientes.
  3. Pedir que a equipe solicite um número determinado de avaliações ou avaliações com conteúdo específico.
  4. Exigir ou pressionar o cliente a avaliar enquanto ele está no local.

Repare na tensão com a orientação da ADA. A ADA fala em convidar pacientes satisfeitos. O Google proíbe pedir avaliação positiva de forma seletiva.

No Google, o caminho seguro é um só: o convite vai para todo paciente atendido, satisfeito ou não. A pesquisa de satisfação interna serve para você achar e resolver o problema em canal privado, não para decidir quem recebe o link.

Na prática da clínica, isso corta três hábitos: o "avalia a gente e ganha a limpeza", o tablet na recepção com a equipe esperando o paciente terminar, e a mensagem que sugere o que escrever.

Leia também: IA para pedir avaliação no Google no momento certo, sem filtrar quem avalia.

14. Onde a avaliação entra no seu funil (e por que o CRC não vê)

Este é o ponto que o relatório de mídia não mostra.

A checagem de reputação acontece antes do contato. No levantamento da BrightLocal com 1.227 consumidores dos EUA, avaliações negativas lideram os motivos para não contatar um negócio (33%).

Depois do contato, a decisão é rápida. Segundo dados internos da Odonto Results (2026), entre os leads que agendam, metade fecha em até 34 minutos e 53,6% em menos de 1 hora. Base: 3.148 agendamentos. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Esse recorte é de agendamento dentro do WhatsApp, com resposta imediata. Ele não mede a reputação nem o tempo antes do contato. O que ele sugere é que, depois da primeira mensagem, a decisão costuma ser rápida, e por isso a etapa em que a reputação pesa é a anterior.

Veja como funciona:

  1. O paciente vê o anúncio ou busca no mapa.
  2. Abre o perfil, olha nota, volume e data das avaliações.
  3. Se passar no filtro, manda mensagem. Se não passar, some sem deixar rastro.
  4. Quem manda mensagem chega mais decidido, e o CRC só enxerga esse grupo.

O que isso significa para você?

Reputação ruim não aparece como "lead perdido" no CRC. Pode aparecer em outro lugar: menos mensagens e ligações vindas do perfil, ou campanha que custa mais para gerar o mesmo volume. Por isso vale olhar o perfil do Google junto com o painel de mídia, e não separado dele.

Leia também: Quanto tempo o lead leva para agendar a consulta.

15. E no Brasil? O que ainda não se sabe (e como medir na sua clínica)

Não localizamos pesquisa pública brasileira específica de odontologia sobre o peso das avaliações online na escolha do dentista. Todos os números deste guia vêm de outros países, e isso tem limite: comportamento de busca, plataformas e o papel da indicação variam de mercado para mercado.

O jeito de fechar essa lacuna é medir na sua própria operação:

  1. Pergunte na primeira conversa como o paciente chegou e se ele viu as avaliações antes de chamar. Registre no CRM como campo, não como anotação solta.
  2. Acompanhe o perfil todo mês: nota, total de avaliações, quantas chegaram nos últimos três meses e quantas ficaram sem resposta.
  3. Compare com as clínicas que aparecem ao seu lado no mapa para as buscas que trazem o seu paciente de maior ticket. A régua do paciente é local.
  4. Leia as negativas por categoria (qualidade, relação interpessoal, dinheiro) e trate a causa no processo, não só na resposta.

Com isso você troca a média americana por um número seu.

Seu próximo passo

  1. Audite o perfil hoje com a régua do paciente. Compare sua nota com os cortes de quatro e 4,5 estrelas, seu volume com o corte de 20 avaliações e veja quantas são dos últimos três meses (réguas da BrightLocal 2026).
  2. Transforme o pedido e a resposta em processo. Todo paciente atendido recebe o convite, sem incentivo e sem filtro. Toda avaliação recebe resposta personalizada dentro da semana, as negativas primeiro.
  3. Ligue a reputação ao funil. Pergunte a origem do paciente, acompanhe as mensagens vindas do perfil e olhe o Google junto com a campanha, porque a perda por reputação acontece antes do CRC.

Quer transformar reputação e captação em agenda previsível, medida do anúncio ao comparecimento? Agende uma apresentação.

Perguntas frequentes

Quantos pacientes leem avaliações antes de escolher um dentista?

Não existe um número brasileiro específico de odontologia. A referência mais atual é a Local Consumer Review Survey 2026 da BrightLocal, com 1.002 consumidores adultos dos EUA: 97% leem avaliações de negócios locais e 41% dizem que sempre leem ao procurar um negócio, contra 29% no ano anterior. Em saúde, um estudo alemão de 2013 mostrou que, entre usuários de sites de avaliação, cerca de 65% (65,35%) procuraram um médico específico por causa das notas.

Qual nota mínima no Google a clínica odontológica precisa ter?

Quatro estrelas é o piso para a maioria, e 4,5 já é exigência de uma parcela grande. Na BrightLocal 2026 (EUA), 68% só usam negócio com quatro estrelas ou mais e 31% só usam com 4,5 ou mais. Em odontologia a média é alta: no HealthGrades, a nota média dos dentistas avaliados ficou em torno de 4,6 (4,58 entre mulheres e 4,57 entre homens), segundo estudo publicado no JMIR em 2020.

Quantas avaliações a clínica precisa ter para passar confiança?

Menos de 20 já elimina uma parte relevante dos consumidores. Na BrightLocal 2026 (EUA), 47% dos consumidores não usam um negócio com menos de 20 avaliações. E um experimento randomizado publicado no JMIR em 2015, com cenário de busca de dentista, mostrou que um número maior de avaliações gera atitude mais positiva em relação ao profissional.

Posso oferecer desconto ou brinde em troca de avaliação no Google?

Não. A política de conteúdo do Google Maps proíbe oferecer incentivo, como pagamento, descontos, produtos ou serviços grátis, em troca de avaliação. Também proíbe desencorajar avaliações negativas, pedir avaliações positivas de forma seletiva e pedir que a equipe solicite avaliações com conteúdo específico. O convite vai para todos os pacientes, sem filtro e sem recompensa.

Preciso responder todas as avaliações da clínica?

Sim, e rápido. Na BrightLocal 2026 (EUA), 89% esperam que o dono responda, 80% dizem que provavelmente usariam um negócio que responde a todas as avaliações e 42% dizem que dificilmente usariam um que nunca responde. Resposta genérica, de modelo, afasta 50%.

Existe pesquisa brasileira sobre o peso das avaliações na escolha do dentista?

Não localizamos pesquisa pública brasileira específica de odontologia sobre isso. Os números disponíveis vêm dos EUA, da Alemanha, da Áustria, da Romênia, da Inglaterra e da Arábia Saudita, cada um com amostra e ano próprios. O caminho mais seguro é medir na sua clínica: perguntar ao paciente como ele chegou e acompanhar nota, volume e recência do perfil todo mês.